
Pra você guardei o amor que nunca soube dar, o amor que tive e vi sem me deixar sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir. Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar, o amor que vive em mim, vem visitar, sorrir, vem colorir solar, vem esquentar e permitir. Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz, no giz do gesto, no jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar... Guardei sem ter porquê... Ou por razão nenhuma outra qualquer... Além de não saber como fazer pra ter um jeito só meu de me mostrar.
Pra você guardei o amor que aprendi vendo meus pais, o amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz. Céu cheiro e ar na cor que arco-íris risca ao levitar. Vou nascer de novo, lápis, edifício, tevere, ponte... Desenhar no seu quadril, meus lábios beijam signos feito sinos. Trilho a infância, terço o berço do seu lar.
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